Num mundo tão
grande como poderei morrer com falta de ar onde há tanto ar? Como poderei
morrer à sede onde há tanta água? Como poderei morrer sem luz onde há tanto
sol? Como poderei morrer sozinho onde há tanta gente? Como poderei morrer num
mundo onde simplesmente, há TUDO?
Há muito que a capacidade
de contemplar o mundo se foi, passei a existir meramente para moldar o mundo à
minha pequenez. De tão pequenino que sou não consegui ver que à minha volta
pode haver movimento, risos, choros, gritos… Consegui a proeza de viver sozinho
e para mim, para mim, para mim, para mim…
O Mundo deixou
de ter força para aguentar comigo, deixou de ter coragem para continuar, mas
não desistiu, isso nunca (!) mas cedeu por cansaço de repor o que achei que ia
e voltava.
O Mundo não
esperou por mim, da mesma forma que eu olhei para ele mas não o quis ver, pois
Eu próprio me sobrepus a tudo o que ele me poderia dar se eu não fosse
demasiado orgulhoso para aceitar.
Aprendi a viver
num mundo que não foi feito para mim, mas que com todo o cuidado destruí com
todo o cuidado deixei sem ar, sem água, sem luz, sem vida e agora já não tenho
lugar nele, neste mundo despovoado simplesmente, morri!
Enfim, deram-me
olhos para ver coisas belas, e mãos para as destruir!
Ass. : Eu (daqui a muito pouco tempo)
