25 de fevereiro de 2013

A que horas parou o tempo?


Tenho alturas que olho para o relógio e questiono-me se não terá faltado as pilhas, a energia que o faz andar e trazer sempre dias novos, motivadores e diferentes.
De facto, o tempo já deve ter parado há muito, há muito que o passado virou presente e o futuro… Bem, esse coitado, deixou de existir, simplesmente puf!
Cada um de nós alimenta-se do dia que passou. Alimentando-se das tristezas, das amarguras, das desilusões, das preocupações, das confusões, fazendo delas fortes e indestrutíveis alicerces da vida, do tempo da vida. Passamos a ter capacidade de viver e reviver o que não gostamos, o que deploramos e que podia ter ficado no dia de ontem, contudo preferimos prolongar o dia de ontem, o dia que nos fez mal, pela nossa eternidade, trazendo assim vícios novos, o vício do desprezo, o vício do egoísmo, o vício da maldade, o vício da pobreza de espírito.
Eu, tu, o vizinho, o colega de trabalho, todos conseguimos com que o nosso tempo ficasse parado no próprio tempo, e assim embrulhamo-nos muito bem na amargura do dia, no desespero do dia, na dificuldade do dia, e não vemos que nos podemos desembrulhar, e apanhar um pouco de alegria, um pouco de amor, um pouco de vida.
Eu, tu, o vizinho, o colega de trabalho, seremos capazes de fazer o tempo andar, se abrimos a janela para o passado sair, e ao mesmo tempo abrirmos a porta para o futuro entrar, pois, um dia a nossa perpetuação da angustia, da amargura, do egoísmo, e sei lá mais o quê não terá mais eternidade, porque a nossa breve eternidade acaba e ai, SIM deve o tempo parar, porque nessa hora é que é hora dele parar… Por agora fica ou deve ficar a vontade de andar com o tempo, não à frente dele, nem atrás, mas sim ao compasso dele, ao compasso da nossa breve vida, ao compasso da nossa paixão pela vida.
Faremos os relógios andar, com o motor do amor, da amizade, da compreensão, da fraternidade por mim e pelos outros, pois o tempo pára quando deixo de gostar de mim, para adorar o mal que os outros fazem.

Afinal, é o amor e não o tempo que cura todas as feridas.
 

6 comentários:

  1. Também gostei imenso do texto e do blogue.
    A simplicidade é agradável e recomenda-se!
    Fico à espera de mais sabedoria.

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  2. Sem... tempo para ler neste instante.

    Mas registei o endereço e regressarei.

    Parabéns pela iniciativa!

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