Primeiro
sentou-se ele, e esperou…
A espera foi
longa, mas a persistência ainda mais!
Ela veio, torta
e indecisa, mas sentou-se. Sentou-se e olhou para ele, tocou-lhe no rosto e
ouviu da boca dele, que não tinha de ser perfeito, mas tinha de ser vivido,
porque aliás o amor não é perfeito mas foi feito para ser vivido.
Ela pensou, como
poderia ser o amor perfeito? Se o amor não vai para a esquerda, vai para a
direita, se não é em dia de chuva será num dia de sol, se não vai direito vai
pelas curvas, pode andar mas também pode correr, podemos chorar como podemos
sorrir… Contudo se houver amor, este terá sempre espaço no banco!
Bem, depois…
Depois, deram as mãos e juntos seguiram caminho, um caminho que não é longo nem
curto, mas é um caminho que querem viver, que querem sentir, que querem amar.
Voltar ao banco agora
torna-se fácil, ele e ela vão juntos, ele já não espera e ela já não é
indecisa, se algo mudou, foi a forma de verem o amor um do outro e um pelo
outro, foi a forma de sentarem no banco.
Os anos e as
intempéries vão passar pelo banco, as tábuas ficarão mais fracas, mas
continuarão a ser a muralha protectora daqueles que ali se sentarão à espera,
ou indecisos, eufóricos ou tristes.
Os anos e as
intempéries vão passar por ele e por ela, e daqui a um ano, dois, dez, cem,
voltarão ao banco e serão capazes de dizer, que não é perfeito mas é o melhor
que têm.
Parabéns pelo trabalho de ambos, gostei do que li, está cativante.
ResponderEliminarEspero que continuem com mais e cada vez melhor...
bjinhu
Filipa, obrigado pelas palavras :)
EliminarÉ sempre bom, ver que alguém vê o nosso pequenito projeto, e que gosta :)
Quero ouvir, mais criticas (boas e más)! hehehe
Beijinho