20 de fevereiro de 2013

O Banco não está Vazio


Primeiro sentou-se ele, e esperou…
A espera foi longa, mas a persistência ainda mais!
Ela veio, torta e indecisa, mas sentou-se. Sentou-se e olhou para ele, tocou-lhe no rosto e ouviu da boca dele, que não tinha de ser perfeito, mas tinha de ser vivido, porque aliás o amor não é perfeito mas foi feito para ser vivido.
Ela pensou, como poderia ser o amor perfeito? Se o amor não vai para a esquerda, vai para a direita, se não é em dia de chuva será num dia de sol, se não vai direito vai pelas curvas, pode andar mas também pode correr, podemos chorar como podemos sorrir… Contudo se houver amor, este terá sempre espaço no banco!
Bem, depois… Depois, deram as mãos e juntos seguiram caminho, um caminho que não é longo nem curto, mas é um caminho que querem viver, que querem sentir, que querem amar.
Voltar ao banco agora torna-se fácil, ele e ela vão juntos, ele já não espera e ela já não é indecisa, se algo mudou, foi a forma de verem o amor um do outro e um pelo outro, foi a forma de sentarem no banco.
Os anos e as intempéries vão passar pelo banco, as tábuas ficarão mais fracas, mas continuarão a ser a muralha protectora daqueles que ali se sentarão à espera, ou indecisos, eufóricos ou tristes.
Os anos e as intempéries vão passar por ele e por ela, e daqui a um ano, dois, dez, cem, voltarão ao banco e serão capazes de dizer, que não é perfeito mas é o melhor que têm.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo trabalho de ambos, gostei do que li, está cativante.
    Espero que continuem com mais e cada vez melhor...
    bjinhu

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    Respostas
    1. Filipa, obrigado pelas palavras :)
      É sempre bom, ver que alguém vê o nosso pequenito projeto, e que gosta :)
      Quero ouvir, mais criticas (boas e más)! hehehe

      Beijinho

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