O caminho não é
perfeito, não é longo, não é curto, não é interminável, não é fantástico, mas
tem de ser um caminho de pura e simples aprendizagem, pois cada um será a
sombra daquilo que aprende ou até daquilo que quis aprender.
Nas vidas que
correm por aí, tornou-se banal e normal, cobiçarmos a caminhada do vizinho, do
colega, do patrão, do amigo, só porque ele tem um carro melhor, uma casa maior
e até uma mulher mais jeitosa. Deixou de ser normal gostarmos da nossa própria
vida, para apreciarmos de camarote a vida do outro, só porque sonhamos em ser
aquilo que não somos e talvez nunca venhamos a ser.
Assim que somos
despejados para o mundo, de imediato temos de abrir os olhos e chorar, pois a
serenidade será presságio de que algo está mal, e que presságio trará a nossa
serenidade a observar e “namorar” a caminhada do outro?
Cada um terá
sempre a capacidade de ser feliz na sua própria caminhada, se simplesmente
quiser ser melhor, não que os outros, mas sim melhor para si, para a sua
aprendizagem, para a sua satisfação pessoal.
Cada um terá
sempre a capacidade de cobiçar, e realmente será muito mais fácil, do que lutar,
persistir ou acreditar, mas irá simplesmente morrer com o desejo de querer e
nunca de querer realmente.
Acredito que a
felicidade estará mais depressa ao meu alcance do que do meu vizinho, pois a
minha felicidade e realização passará por mim, e nunca por ti, por tal acredito
também, que a minha vida pode não ser melhor que a do vizinho, mas é a minha e
é aquela que tenho e é o único bem que tenho só e só meu.
Caminhar é melhor acompanhado, mas
ninguém caminha por mim!
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